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Uma jornada em busca da minha identidade

E cá estou eu, com meus 24 anos de idade e uma mochila com as mais diversas coisas que encontrei pelo caminho até aqui. É notável como de um tempo pra cá, venho pensando sobre minha jornada nesta terra e minha busca por uma identidade. Vale ressaltar que faz quase um ano desde que terminei minha graduação em Relações Públicas (Comunicação Social), como muitas coisas mudaram por aqui e também de como me sentia em relação ao término do curso e minha insegurança quanto ao futuro.

Um pensamento que vem rondando minha mente nos últimos tempos, é sobre a descoberta de quem eu sou. É interessante perceber como mudei muito a maneira como me vejo. Tanto na esfera individual quanto na coletiva. Não é como se, de uma hora para outra, tivesse me tornado outra pessoa. Apenas tenho mais noção de quem sou do que quando tinha 15 anos.

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Foto por Leandro Vertigo

A construção da minha identidade começou antes mesmo que eu tivesse a noção do que era mundo, mesmo antes de ter chego nele. A escolha do meu nome, a projeção de sexo (identidade de gênero e orientação sexual), escolha de profissão e muitas escolhas para o futuro. Escolhas estas que cabem somente a mim – com salva exceção do nome.

Desde a minha infância tenho na mochila, partes que fazem de mim quem sou. Por muito acreditei que a construção dessa identidade acontecia única e exclusivamente dentro de mim. Sem qualquer ligação com o restante da sociedade. Apenas me dei conta quando percebi o quanto fatores externos a mim haviam sido importantes nessa construção.

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Foto por Leandro Vertigo

Minha mãe sempre foi uma pessoa explosiva, no que se diz respeito a tomar uma atitude quanto a algo. Sempre admirei essa característica nela, uma vez que sempre fui um ser pacífico (quem me conhece sabe). Todavia, queria ser alguém com mais atitude para resolver algo. Por algumas vezes tentei, mas realmente não é o meu forte. Diferente de quando me dei conta que não haviam muitas pessoas na sociedade que me representavam, digo aqui sobre a dificuldade de ser negro e gay, e que, talvez, eu pudesse me tornar esse alguém para os outros.

Você consegue perceber como dois fatores externos influenciaram na construção de quem que eu sou? Duas necessidades me fizeram descobrir características que se tornaram parte da minha pessoa. A minha busca por liberdade, cidadania e felicidade contribuiu para as minhas relações interpessoais e grupais.

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Foto por Leandro Vertigo

Essa minha ligação com essa sociedade (externo) já estruturada, gera em mim conflitos durante o desejo de encontrar minha identidade. Uma sociedade na qual não me vejo representado. Encontrando então diversas diferenças que me distanciam dos modelos sociais, que acabam gerando exclusão.

E são essas diferenças que implicam na minha formação enquanto indivíduo e na busca por uma identidade. Passando por aspectos sociais e econômicos, políticos etc, assim bem como o contexto histórico em que estou inserido, sendo mutável ao longo dos anos.

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Foto por Leandro Vertigo

Minha mutação começou quando comecei a construir minha história de vida, tendo comigo todas as experiências. Onde o passado e o presente exercem grande papel nos momentos de mutação. O que pra mim, esclarece que a minha identidade não está formada por completa, mas é um processo de construção em diversos estágios.

Acredito que, o ponto de equilíbrio, para uma busca plena da minha identidade talvez seja uma dose de simpatia, nessa minha ligação de quem sou com o meio externo, possibilitando uma maior leveza na minha estrutura emocional e a minha constante mutação.

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Foto por Leandro Vertigo

Fotos: Leandro Vertigo

Blusa e jaqueta jeans: Brechó Só não vendo a mãe

 

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XOXO
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