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Fast fashion: um ano sem consumir em lojas de departamento

By Posted on 1 4 m read 275 views
É incrível como tempo passa rápido e, com tanta coisa acontecendo, nem nos lembramos o que comemos no almoço do dia anterior. Por sorte, redes sociais podem ser grandes aliadas e te recordar de momentos (ali postados) que você nem lembra mais.

E foi numa dessas lembranças, que acabei de dando conta de uma decisão que tomei no ano passado: não comprar mais em lojas de fast fashion. Não, não foi sem motivos ou de uma hora para a outra.

De 4 anos para cá, comecei a consumir mais conteúdo sobre moda e a entender como esse setor funciona. Após assistir o documentário The True Cost (2015), me dei conta que estava viciado nesse ciclo de compras sem fim. O modelo de negócio da indústria do fast fashion funciona assim: produz enormes quantidades de roupas em um prazo incrivelmente curto e a um custo extremamente baixo – exploração dos trabalhadores de fábricas; e nós continuamos a participar desse ciclo de consumo desenfreado.

As grandes lojas de roupa conseguem vender o que é ditado como tendência nas passarelas, por um valor que você “pode” pagar, porque essas roupas são produzidas a um preço extremamente baixo por fábricas que se utilizam da mão de obra escrava. Parece estranho e retrógrado falar em escravidão em pleno século 21, mas essa é a realidade de muitas pessoas que são submetidas a baixas condições de trabalho e ganham muito pouco por isso.

Fast fashion: um ano sem consumir em lojas de departamento

Fast fashion: um ano sem consumir em lojas de departamento

Mudança de hábitos

No início não foi fácil. Sempre passava em frente de alguma loja e me pegava desejando alguma peça. E foi para estes momentos que criei um mantra: eu não preciso disso.

Desde que o mundo se tornou capitalista, consumimos desenfreadamente, sem pensar se realmente precisamos comprar algo que está a nossa frente. E não, não precisamos de tanto para viver. Quantas vezes você já comprou algo que usou apenas uma vez ou, até mesmo, nem usou?

Qualidade x quantidade

Me lembro exatamente qual foi a última peça que adquiri numa rede de fast fashion: uma calça na Forever 21. Na época estava procurando uma calça preta por um preço relativamente baixo, foi então que fiquei sabendo que lá havia calças por apenas R$ 50,00. Corri e comprei na mesma semana. A decepção veio nas semanas que seguiram: a calça desbotou rapidamente e o tecido que se ajustava facilmente ao meu corpo, foi ficando frouxo.

Roupas de fast fashion parecem ter prazo de validade: a coleção seguinte. É aí que vale mais a pena, para o bolso e para a consciência ambiental, ter menos peças e de melhor qualidade porque elas irão durar mais.

Meio ambiente

Produzir significa gastar. Gastar recursos: dinheiro, água, luz, químicos para tingir os tecidos, mão de obra para costurar, transporte, armazenamento, venda e por aí vai. E por que gastar tudo isso por uma roupa que será pouco usada ou rapidamente descartada?

Consciência limpa

A origem das roupas de lojas de fast fashion é de cunho duvidoso e muitas têm trabalho escravo em seu processo. Algumas redes dizem ter a sua produção aqui no Brasil. Mas é difícil saber onde as roupas são produzidas de fato, até porque, é muito comum vermos aquela etiqueta “Made in China”.

As condições de trabalho para se produzir uma peça, que é vendida por um preço tão baixo, são duvidosas e questionáveis. Eu não concordo e não quero fazer parte disto.

Fast fashion: um ano sem consumir em lojas de departamento

Fast fashion: um ano sem consumir em lojas de departamento

Então, o que fazer?

Quando optei por adotar esse novo estilo de vida, sabia que precisaria encontrar saídas para um consumo consciente.

1. Comprar de brechós e bazar

Comprar em brechó e bazar, foi de longe, umas das melhores coisas que comecei a praticar. As peças são bem mais baratas e dessa maneira você dá um novo lar e valor para uma peça, que outrora, poderia ter ido para o lixo. Se quiser uma lista de brechós online, basta acessar esse post.

2. Comprar de marcas locais

Se ao buscar por algo novo e não encontrar nada em brechós, procure por produtoras locais e artesanais, que tenham valores voltados à sustentabilidade. As peças podem parecer caras (valor de fast fashion), mas se você comparar à qualidade, durabilidade e a mão de obra, perceberá que o preço é justo.

3. Reaproveitar roupas

Se você me acompanha no instagram ou faceboook, sabe que eu amo pintar e, por diversas vezes, já postei alguma roupa customizada. Sempre temos aquela roupa que não usamos mais, talvez por não servir ou não parecer mais interessante. Então por que não dar um novo sentido a ela? Deixá-la com a sua cara.

Começar a prestar mais atenção nos meus atos, se tornou uma oportunidade de pensar melhor na maneira como levo minha vida e como vejo tudo que me cerca.

E você, tem pensado sobre os seus hábitos ou ainda continua se deixando levar por esse ciclo vicioso?

XOXO
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1 Comentário
  • Natália Lima
    setembro 6, 2017

    Parabéns pela atitude, Guto!

    Nos dias de hoje, procuramos muito por preços baixos, variedades e as últimas tendências da moda, e infelizmente, as lojas de fast fashion oferecem isso com facilidade. Sem contar que a população está cada vez mais consumista também, e talvez por esses motivos, esse tipo de comércio nunca tenha um fim.
    Tento sempre comprar em brechós ou reaproveitar roupas, mas ainda sou vítima do consumo em fast fashion! De qualquer forma, amei o seu post, a conscientização é sempre muito importante pra sociedade! Parabéns! Sucesso e um beijo!

    http://nataliasemh.com

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